Assessoria de Imprensa

As entidades representativas do comércio mato-grossense – Facmat, ACCuiabá, Fecomércio-MT, FCDL-MT, CDL-Cuiabá e Abrasel – estiveram reunidas na tarde desta quarta-feira (24.03) com o procurador-chefe do Ministério Público Estadual (MPE-MT), José Antonio Borges e membros do MP, para defender que o comércio se mantenha em funcionamento e também para discutir medidas de contenção do avanço da pandemia da Covid-19 em Mato Grosso.

“O procurador nos atendeu com cordialidade e falou da responsabilidade do Ministério Público, bem como a necessidade de se tomar medidas urgentes para conter a contaminação da Covid no estado. Pedimos para seja usada a lei para manter as empresas abertas, única forma de salvar os empregos neste momento já tão difícil para todos”, destacou o presidente da Facmat e da ACCuiabá, Jonas Alves.

As entidades assumiram o compromisso de incentivar a adoção, pelos empresários, de medidas, como:

Medidas para reduzir o deslocamento de funcionários, a fim de reduzir a pressão sobre o sistema de transporte coletivo e a circulação de pessoas nas ruas:

1-Conceder férias para parcela de seus funcionários;

2-Promover o trabalho remoto, sempre que possível;

3-Realizar o escalonamento das equipes de trabalho, em horários ou em dias diferentes.

Medidas para ajudar na conscientização da sociedade:

1-Realizar campanhas pelas entidades, de conscientização sobre a gravidade da situação;

2-Estimular os veículos de imprensa a reforçarem campanhas com finalidade de evitar aglomerações, e reforçar medidas de proteção individual.

O MP ouviu das lideranças empresariais, que as empresas não são focos de transmissão do vírus, já que o ambiente é controlado com adoção das medidas protetivas, e que o fechamento das empresas já demonstrou ser inócuo no passado, causando falência, desemprego e ampliando ainda mais a desigualdade social no país.

Por outro lado, foi citado que as aglomerações são o maior problema, e que ações enérgicas de coibição devem ser adotadas pelo Poder Executivo, inclusive, a proibição de bebidas alcoólicas, como uma medida que ajudaria neste propósito.

O procurador José Antonio Borges afirmou que o MP só irá atuar se o Governo do Estado não adotar medidas de contenção, o que deve ser decretado ainda hoje.